Melhores restaurantes do Bairro Alto

Portas Largas no Bairro AltoO Bairro Alto é a mais popular área de vida noturna, em Lisboa. Nestas ruelas estreitas e habitadas por uma população maioritariamente envelhecida e de fracos recursos económicos, ocorreu, em meados dos anos 80, uma explosão de bares e discotecas. Isto criou uma dinâmica própria e muito viva, frequentada por jovens e turistas desejosos de diversão. As noites do bairro são frequentadas por gente entre os 20 e 30 anos, que se aglomera pelas ruas, de copo na mão. Casais e grupos de amigos mais velhos também se passeiam pelas mesmas vielas, quem sabe se à procura de um restaurante para namorar ou confraternizar.

Restaurante Pap'AçordaEsta vida noturna, trazendo diariamente tantas pessoas para o Bairro Alto, ajudou a consolidar a oferta de restauração da área. Por um lado, restaurantes mais antigos e tradicionais como o Antigo 1º de maio, o Bota Alta, o Alfaia, o Cabaças, o Sinal Vermelho e o Farta Brutos conquistaram novos públicos, ainda que mantendo as suas ementas típicas. Também casas de fado, como o Café Luso, ganharam nova visibilidade. Ainda na década de 80 e impulsionados pela expansão económica proporcionada pela adesão portuguesa à União Europeia, abriram novos restaurantes, introduzindo estilos gastronómicos mais sofisticados e modernos.

The DecadenteExemplos disto são o Pap’Açorda, para muitos uma referência entre os restaurantes de Lisboa e os italianos Casanostra e Mamma Rosa. Aqui encontra também opções mais exóticas como o marroquino Ali-a-Papa e o japonês tradicionalista Bonsai. Para petiscos, experimente o Artis Wine Bar, sempre uma boa ideia para quem gosta de juntar amigos à volta de uma boa mesa. Mais recentemente, novos restaurantes num estilo muito mais gourmet e trendy, instalaram-se pela área. O 100 Maneiras e o The Decadente compõem a vaga mais jovem da restauração lisboeta, mas já conquistaram uma sólida reputação entre o público foodie desta cidade.

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Tascas de LisboaTascas em Lisboa: se este é o tema, é bom definir o que entendemos por tasca. O conceito explica-se assim: é um restaurante com boa comida típica, preços baixos ou razoáveis e uma decoração que deve pouco à modernidade. Lisboa tem imensas tascas, umas conhecidas da generalidade dos alfacinhas e quase icónicas. Outras são pérolas gastronómicas escondidas pelos diferentes bairros da cidade e que são frequentadas apenas por grupos restritos de conhecedores. Mas o que as aproxima é a composição dos menus: bitoques, carne de porco à alentejana, bacalhau à braz e cozido à portuguesa. Nas sobremesas, conte com os omnipresentes arroz doce, leite creme e pudim molotov.

Restaurante CabaçasQuanto às paredes, devem estar forradas de azulejos e provavelmente decoradas com uns quadros a destoar. Toalhas e guardanapos obrigatoriamente de papel e uns empregados sempre solícitos, a voar de mesa em mesa para satisfazer todos os pedidos. Uma tasca lisboeta nunca foge muito destas regras. Agora vamos ver o que, nesta matéria, temos para recomendar. No Bairro Alto, são imprescindíveis o Antigo 1º de maio, o Cabaças e o Toma Lá Dá Cá. O primeiro, frequentado pela pequena burguesia local, é um pouco menos económico. Os outros dois, são verdadeiramente populares e estão sempre empanturrados de estudantes e turistas que querem comer bem, beber muito e pagar pouco.

David da BuracaPerto da avenida da Liberdade, há o discreto Esquina da Fé, muito frequentado pelos apreciadores do género (também recomendável para jantares de grupo). Em Santos, são o Tachadas e o Arêgos que chamam a atenção, com os seus grelhados no carvão. Em Alcântara, apontamos para O David, onde reina o cozido à portuguesa. Ao lado, fica a Taverna d’Alcântara, que aposta nas massadas de peixe. Já para os lados de Benfica, o David da Buraca oferece bons grelhados (de carne e peixe) e um arroz de polvo famoso. Coma bem, divirta-se e aproveite este roteiro das tascas de Lisboa para usufruir de tudo o que esta cidade lhe propõe.

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Esplanada do Meninos do RioLisboa é o sítio perfeito para viver nos café e esplanadas, durante todo o ano. A cidade está repleta de locais únicos para desfrutar do quase permanente bom tempo, enquanto aproveita para se refrescar ou recuperar energias. Aqui temos uma seleção dos melhores cafés e esplanadas de Lisboa, escolhidos a pensar nos dias (e noites) em que apetece sair de casa. Começando pela zona ocidental, sugerimos o Darwin’s Café, espaço dentro da Fundação Champalimaud e com uma esplanada cheia de luz, bem em frente ao estuário do Tejo. Ao lado da Torre de Belém, encontra o Café do Forte, uma ensolarada esplanada que combina a boa localização com um menu repleto de boas sugestões. Ainda junto ao rio, apontamos o bar Le Chat, dotado de um magnífico terraço voltado para a doca da rocha do Conde de Óbidos. O Meninos do Rio fica próximo, mesmo em cima da linha de água e próximo do Cais do Sodré. É um espaço sempre cheio de gente animada, com parque de estacionamento ao lado.

Lost In Esplanada BarA caminho do Bairro Alto, encontra o Noobai no miradouro de Santa Catarina. Também é muito frequentado e dista apenas cinco minutos a pé da zona onde se concentra a animação noturna da cidade. No Chiado, é o Café no Chiado que atrai uma clientela interessada em refrescar-se, enquanto prova as delícias deste café-restaurante. Depois o Quiosque de Refresco recorda a velha tradição lisboeta destas pequenas construções em ferro forjado, que se dedicam a vender bebidas e petiscos variados. É frequentado por um público abrangente, mas sempre num ritmo frenético de gente que vai e vem. A esplanada e bar Lost In, já quase no Príncipe Real, é um caso sério de sucesso, aproveitando um ponto alto da cidade para oferecer uma fantástica vista panorâmica. Já no topo de Alfama, o Portas do Sol reúne todas as condições para proporcionar bons momentos ao sol, numa área frequentada por muitos turistas. E finalmente, a caminho do lado oriental de Lisboa, o Deli Delux é uma curiosa mercearia gourmet, onde também é possível sentar numa esplanada para beber um copo e trincar as iguarias da casa. É um sítio mais calmo, procurado por gente que gosta de algum sossego e individualidade. Entre tanta possibilidade, decida-se e vá procurar o seu sítio preferido para esplanadar.

Lisboa Family Friendly

Ezi Family FriendlyUm guia de sugestões dedicado às famílias com crianças. Visite também pumpkin.pt

Elevadores de Lisboa

Elevador da GlóriaOs elevadores são uma das mais conhecidas atrações turísticas de Lisboa. Atualmente, estão em funcionamento quatro equipamentos deste tipo, operados pela Carris. Foram todos projetados por Raoul Mesnier du Ponsard, um engenheiro de ascendência francesa nascido no Porto e contemporâneo de Gustave Eiffel. Em fevereiro de 2002, foram classificados como monumentos nacionais. Resultaram de um programa de beneficiações públicas, lançado em finais do século XIX, para facilitar a vida à população das sete colinas da cidade, ajudando-a a vencer os fortes declives naturais de Lisboa. Milhares de turistas visitam agora diariamente o elevador de Santa Justa, enquanto os ascensores da Glória, da Bica e do Lavra são utilizados tanto por habitantes locais, como por visitantes. Estão abertos todos os dias do ano e oferecem, para além de uma verdadeira experiência turística, boas oportunidades para exercitar o sentido fotográfico dos seus passageiros.

Ascensores de Lisboa em 1908Mas, durante décadas, outros ascensores mechanicos funcionaram em Lisboa. O elevador da rua do Crucifixo (também conhecido como elevador do Chiado), era um equipamento vertical que trabalhava por contrapeso de água, ligando a rua do Crucifixo à rua nova do Carmo, através do Hotel Universal. Abriu em 1892 e o ponto superior de entradas e saídas dos passageiros era numa das montras dos armazéns do Chiado, onde estava um letreiro que indicava «elevador da rua do Crucifixo em 20 segundos». Como atraía poucos utilizadores, esteve aberto à utilização do público apenas até 1912 e acabou integrado nesses armazéns comerciais.

Elevador de São JuliãoO elevador do Município (ou elevador da Biblioteca ou de São Julião) foi inaugurado em 1897 e ligava a praça do Município ao atual largo da Academia das Belas Artes. Era do mesmo tipo de que o elevador de Santa Justa e subia até uma plataforma colocada a 29,6 metros, por onde saía um passadiço metálico de 20 metros, que passava sobre a calçada de São Francisco. Foi encerrado em 1915, sendo substituído pela carreira de elétricos estabelecida entre a rua da Conceição e o largo Luís de Camões. Acabou por ser desmantelado em 1920. Foi palco para a conspiração republicana de 1908, de que resultou o assassinato do rei D. Carlos, no lado ocidental da praça do Comércio, em 1 de fevereiro desse ano.

Elevador da EstrelaA concessão do elevador que ligava a praça de Luís de Camões ao largo da Estrela foi atribuída ao engenheiro Mesnier du Ponsard, em 1882. Mas esta concessão foi transferida para a Companhia dos Elevadores, que em agosto de 1890 iniciou as operações do elevador da Estrela. A linha era assegurada por um meio de transporte mecanizado sobre carris, popularmente chamado de maximbombo (uma corrupção da expressão inglesa machine pump, que significa elevador mecânico). A viagem era pouco confortável e, em 1913, o trilho foi integrado na Companhia de Carris de Ferros de Lisboa e a linha passou a ser feita por carros elétricos.

Elevador da GraçaO elevador da Graça ligava o largo do mesmo nome à rua da Palma. A sua construção começou em 1889, para abrir ao público em 1893. Funcionava por um sistema de cabo sem-fim e foi concebido para percorrer um trajeto de 730 metros, vencendo um desnível de 75 metros. Foi desativado no começo do século XX e igualmente absorvido pelas linhas de elétricos da Carris. Finamente, o elevador de São Sebastião era também um meio de transporte por cabo sem-fim. A partir de 1899, ligou o largo de São Domingos, no topo norte do Rossio, até ao largo de São Sebastião da Pedreira, num percurso de 2.900 metros. Acabou também por ser integrado na Carris e substituído por carros a tração elétrica.