Elevadores de Lisboa

1 Ascensor da Bica
Vista do Elevador da BicaO elevador da Bica, inaugurado em 1892, foi o terceiro do seu tipo construído em Lisboa. É uma das principais atrações turísticas da cidade, a par dos elevadores de Santa Justa, da Glória e do Lavra. O ascensor da Bica é composto por duas carruagens, cada uma com três compartimentos desnivelados e de acesso independente, com capacidade para transportar 23 passageiros (dos quais nove sentados). Projetado pelo engenheiro português Raoul Mesnier du Ponsard, funcionava inicialmente pelo efeito do contrapeso de água (a carruagem que iniciava a descida enchia um reservatório de água no tejadilho; a força deste peso aliada à força gravítica da inclinação permitia rebocar a carruagem que subia). Em 1896, passou a funcionar a vapor e foi eletrificado em 1914, mas o grave acidente que então sofreu, manteve-o parado até 1923. Tal como os seus “irmãos”, os elevadores da Glória e do Lavra, foi classificado como monumento nacional em 2002. Entrada Ascensor da BicaO elevador da Bica difere dos seus congéneres pela maior proximidade ao rio Tejo e pelos atributos cénicos da zona onde se localiza. O trajeto deste ascensor começa num prédio setecentista próximo do Cais Sodré (no ponto onde a rua de São Paulo se cruza com a rua da Bica de Duarte Belo), para enfrentar uma íngreme encosta até ao largo do Calhariz, na entrada do Bairro Alto. A curta viagem proporciona uma vista ímpar sobre o rio, ao mesmo tempo que atravessa um bairro de caraterísticas populares e tipicamente lisboetas. O ascensor da Bica funciona todos os dias da semana, das 7h00 até às 21h00. Aos domingos e dias feriados, só começa a operar às 9h00.
2 Elevador de Santa Justa
Elevador de Santa JustaO elevador de Santa Justa, também conhecido como elevador do Carmo, foi inaugurado em julho de 1902. O projeto é de Raoul Mesnier du Ponsard, um natural do Porto de ascendência francesa. Este engenheiro estudou em França e foi contemporâneo de Gustave Eiffel, o grande mestre da arquitetura do ferro caraterística da revolução industrial. O elevador de Santa Justa, com 45 metros de altura e integralmente construído em ferro forjado, faz a ligação entre a rua do Ouro e o largo do Carmo. Apresenta-se em estilo neo-gótico, com decorações em filigrana e foi classificado como monumento nacional em 2002. Interior do Elevador de Santa JustaEste é um dos quatro elevadores públicos em funcionamento em Lisboa, com os do Lavra, Glória e Bica, mas é o único vertical. Movido inicialmente a vapor, passou a ser acionado por energia elétrica em 1907. O transporte de passageiros é feito por duas elegantes cabines de madeira com acessórios em latão, cada uma com capacidade para 20 pessoas. A ascenção por estas cabines dá acesso a um passadiço de 25 metros, que leva os passageiros até ao largo do Carmo. Este passadiço esteve fechado após o grande incêndio do Chiado em 1988, mas foi reaberto em 2005. Para além de ser um monumento único em Lisboa, o elevador da Justa é também um fantástico miradouro sobre a cidade. Café do elevador de Santa JustaO terraço é alcançável através de uma apertada escada em caracol e oferece uma vista panorâmica para o Castelo de São Jorge, a praça do Rossio e a zona da Baixa. Este elevador funciona todos os dias das 7h00 às 22h00, estendendo o horário de funcionamento no verão, até às 23h00. A bilheteira inferior localiza-se por trás da torre de ferro, debaixo dos degraus da rua do Carmo. O bilhete é válido para duas viagens e inclui o acesso ao miradouro. Também é possível subir apenas ao miradouro, todos os dias das 8h30 às 20h30 (o bilhete custa 1,50 euros). Prepara-se para as filas de turistas que continuamente se formam nas entradas deste Elevador. Há um restaurante italiano que funciona no passadiço de acesso ao largo do Carmo, o Bella Lisa Elevador.
3 Elevador da Glória
Elevador da GlóriaO elevador da Glória foi inaugurado em 24 de outubro de 1885 e é monumento nacional desde 2002. Foi o segundo do seu tipo implementado em Lisboa, depois do ascensor do Lavra e antes do ascensor da Bica e do elevador de Santa Justa. Foi construído pelo engenheiro português de origem francesa Raoul Mesnier de Ponsard, que o desenhou para ser movido através de uma combinação de cremalheira e cabo, por contrapeso de água. Em 1915, passou a funcionar a eletricidade. As suas duas carruagens são idênticas, de fabrico alemão e compostas por dois postos de comando, um em cada uma das extremidades. O espaço para os passageiros é composto por dois bancos corridos, colocados de costas para as janelas. As entradas e saídas das carruagens fazem-se por duas portas com cancela, no posto de comando do sentido em ascensão. Até ao final do século XIX, a iluminação noturna das cabines provinha da luz de velas. Elevador da GlóriaO ascensor da Glória oferece aos seus passageiros a oportunidade de subirem da praça dos Restauradores até à zona do Bairro Alto, Chiado e Príncipe Real. Esta viagem de 265 metros começa ao lado do Palácio Foz e termina a poucos passos do miradouro de São Pedro de Alcântara, uma das mais bonitas vistas panorâmicas do centro da cidade. O elevador da Glória continua a ser o mais movimentado da cidade, sendo utilizado tanto por moradores da área, como por visitantes. O horário de funcionamento é das 7h00 à meia-noite, mas às sextas-feiras e sábados alarga-se até às 00h30m. Aos domingos e feriados, começa a funcionar apenas às 9h00.
4 Ascensor do Lavra
Ascensor do LavraO ascensor ou elevador do Lavra é o mais antigo do seu género em Lisboa, ainda em funcionamento (alguns dos primitivos elevadores da cidade já há muito foram desativados). Foi inaugurado em 19 de abril de 1884 e, tal como os ascensores da Glória, da Bica e o elevador de Santa Justa, foi classificado como monumento nacional em 2002. Faz o percurso entre o largo da Anunciada e a rua Câmara Pestana, subindo os 188 metros da íngreme calçada do Lavra, para unir a avenida da Liberdade ao campo dos Mártires da Pátria. Assim como os demais elevadores de Lisboa, foi projetado pelo engenheiro Raoul Mesnier du Ponsard. Ascensor do LavraO ascensor do Lavra é servido por duas carruagens semelhantes (cada uma com capacidade máxima de 42 pessoas), compostas por duas coxias de comando e um espaço central para os passageiros, com bancos corridos de costas para as janelas. As entradas e saídas fazem-se pelas duas portas colocadas na extremidade onde o posto de comando está ativo. Funcionava, de início, por um sistema de cremalheira e contrapeso de água, mas desde 1915 que é movido a eletricidade. Este ascensor é o menos conhecido dos lisboetas, talvez por estar numa zona da cidade menos na moda. Ainda assim, o seu percurso permite ter acesso a um bonito trecho da Lisboa, onde se destaca o tranquilo jardim do Torel. Informações úteis O ascensor do Lavra está aberto todos os dias do ano, funcionando das 7h00 até às 21h00. No entanto, aos domingos e dias feriados só abre às 9h00 da manhã. O intervalo médio de cada partida é de 15 em 15 minutos. O bilhete, que se pode adquirir a bordo, permite fazer duas viagens.

Elevador da GlóriaOs elevadores são uma das mais conhecidas atrações turísticas de Lisboa. Atualmente, estão em funcionamento quatro equipamentos deste tipo, operados pela Carris. Foram todos projetados por Raoul Mesnier du Ponsard, um engenheiro de ascendência francesa nascido no Porto e contemporâneo de Gustave Eiffel. Em fevereiro de 2002, foram classificados como monumentos nacionais. Resultaram de um programa de beneficiações públicas, lançado em finais do século XIX, para facilitar a vida à população das sete colinas da cidade, ajudando-a a vencer os fortes declives naturais de Lisboa. Milhares de turistas visitam agora diariamente o elevador de Santa Justa, enquanto os ascensores da Glória, da Bica e do Lavra são utilizados tanto por habitantes locais, como por visitantes. Estão abertos todos os dias do ano e oferecem, para além de uma verdadeira experiência turística, boas oportunidades para exercitar o sentido fotográfico dos seus passageiros.

Ascensores de Lisboa em 1908Mas, durante décadas, outros ascensores mechanicos funcionaram em Lisboa. O elevador da rua do Crucifixo (também conhecido como elevador do Chiado), era um equipamento vertical que trabalhava por contrapeso de água, ligando a rua do Crucifixo à rua nova do Carmo, através do Hotel Universal. Abriu em 1892 e o ponto superior de entradas e saídas dos passageiros era numa das montras dos armazéns do Chiado, onde estava um letreiro que indicava «elevador da rua do Crucifixo em 20 segundos». Como atraía poucos utilizadores, esteve aberto à utilização do público apenas até 1912 e acabou integrado nesses armazéns comerciais.

Elevador de São JuliãoO elevador do Município (ou elevador da Biblioteca ou de São Julião) foi inaugurado em 1897 e ligava a praça do Município ao atual largo da Academia das Belas Artes. Era do mesmo tipo de que o elevador de Santa Justa e subia até uma plataforma colocada a 29,6 metros, por onde saía um passadiço metálico de 20 metros, que passava sobre a calçada de São Francisco. Foi encerrado em 1915, sendo substituído pela carreira de elétricos estabelecida entre a rua da Conceição e o largo Luís de Camões. Acabou por ser desmantelado em 1920. Foi palco para a conspiração republicana de 1908, de que resultou o assassinato do rei D. Carlos, no lado ocidental da praça do Comércio, em 1 de fevereiro desse ano.

Elevador da EstrelaA concessão do elevador que ligava a praça de Luís de Camões ao largo da Estrela foi atribuída ao engenheiro Mesnier du Ponsard, em 1882. Mas esta concessão foi transferida para a Companhia dos Elevadores, que em agosto de 1890 iniciou as operações do elevador da Estrela. A linha era assegurada por um meio de transporte mecanizado sobre carris, popularmente chamado de maximbombo (uma corrupção da expressão inglesa machine pump, que significa elevador mecânico). A viagem era pouco confortável e, em 1913, o trilho foi integrado na Companhia de Carris de Ferros de Lisboa e a linha passou a ser feita por carros elétricos.

Elevador da GraçaO elevador da Graça ligava o largo do mesmo nome à rua da Palma. A sua construção começou em 1889, para abrir ao público em 1893. Funcionava por um sistema de cabo sem-fim e foi concebido para percorrer um trajeto de 730 metros, vencendo um desnível de 75 metros. Foi desativado no começo do século XX e igualmente absorvido pelas linhas de elétricos da Carris. Finamente, o elevador de São Sebastião era também um meio de transporte por cabo sem-fim. A partir de 1899, ligou o largo de São Domingos, no topo norte do Rossio, até ao largo de São Sebastião da Pedreira, num percurso de 2.900 metros. Acabou também por ser integrado na Carris e substituído por carros a tração elétrica.

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