Aqueduto das Águas Livres

Morada:
Calçada da Quintinha, 6
1070-221 Lisboa
Contacto:
218 100 215
2,50€
Horário: 10h00 - 18h00
Transportes:
Metro / Comboio
COMBOIO: Campolide
Autocarro
CARRIS: 702

Aqueduto das Águas LivresO Aqueduto das Águas Livres é uma obra monumental que, para além do fim utilitário de trazer água à região de Lisboa a partir da nascente das Águas Livres, em Belas, tem igualmente um grande valor histórico e arquitetónico. Foi construído, entre 1732 e 1748, por iniciativa do rei D. João V que o autorizou por alvará régio em 1731. A sua edificação resulta do engenho dos arquitectos Manuel da Maia, Custódio Vieira e do húngaro Carlos Mardel. Tanto foi o cuidado posto na sua construção, que o aqueduto nada sofreu com o terramoto de 1755. É um monumento nacional desde 2002. O Aqueduto das Águas Livres tem 14 quilómetros de comprimento, de Belas às Amoreiras (com os acrescentos dos ramais totaliza 58 quilómetros). A parte monumental da obra compreende dois conjuntos distintos.

  • Aqueduto das Águas LivresArcaria do Vale de Alcântara: 35 arcos dos quais 21 de volta perfeita e 14 ogivais. O maior tem 65 metros de altura e 29 metros de largura, atravessando o eixo Norte-Sul por cima. A galeria do aqueduto, com quase três metros de altura, é o célebre passeio dos arcos, que permitia a entrada na cidade dos hortelões, lavadeiras e demais saloios provenientes dos então subúrbios de Lisboa. Em 1853, foi proibida a passagem devido aos crimes de Diogo Alves, conhecido como o Pancadas. Este malfeitor assaltava aqui os incautos, atirando-os depois para o vale. Hoje em dia, esta Arcaria oferece um surpreendente passeio a quem a visita.

 

  • Aqueduto das Águas Livres - Arco e Mãe d’Água das AmoreirasArco e Mãe d’Água das Amoreiras: é um verdadeiro arco triunfal com frontão triangular que comemora a conclusão desta obra. A Mãe d’Água é um grande reservatório quadrado com 5.500 metros cúbicos de capacidade e 7,5 metros de profundidade. É ladeado em três lados por parapeitos e no quarto lado eleva-se um grupo escultórico onde domina a figura de Neptuno (a água do aqueduto saía pela boca de um golfinho para o reservatório). Pela sua beleza e grandiosidade, a Mãe d’Água é muito utilizada para eventos culturais. Subindo uma escadaria por trás da escultura, atinge-se um terraço que oferece uma deslumbrante vista panorâmica sobre a cidade.

 

Informações úteis

Todo o conjunto pertence atualmente à EPAL – Empresa Portuguesa das Águas Livres, que o retirou de funcionamento em 1967. O Aqueduto das Águas Livres recebe visitas de março a novembro, a partir de uma entrada ajardinada localizada em Campolide. O horário de funcionamento é das 10h00 às 18h00, todos os dias da semana com excepção dos domingos. Os bilhetes custam 2,50 euros, estudantes e seniores a partir dos 65 euros pagam 1,50 euros e crianças até aos 12 anos não pagam nada. Uma visita guiada (por marcação através do telefone 218 100 215) denominada A Rainha refresca-se decorre todos os sábados, pelas 9h00, com início junto da Mãe d’Água. Este percurso visita as nascentes de Caneças, depois da atravessar a arcaria sobre o vale de Alcântara. O reservatório da Mãe d’Água também pode ser visitado de segundas-feiras a sábados, das 10h00 até às 18h00.