Castelo de São Jorge

Morada:
Castelo de São Jorge
1100–129 Lisboa
Contacto:
218 800 620
7,50€
Horário: 9h00 - 18h00
Transportes:
Metro / Comboio
METRO: Rossio, Terreiro do Paço
Autocarro
CARRIS: 12E, 28E, 737

Castelo de São JorgeO Castelo de São Jorge foi construído numa das mais altas colinas de Lisboa, 111 metros acima do mar. Por isso, toda a paisagem que o circunda é magnífica, avistando-se desde o estuário do Tejo até à zona oriental da cidade. A sua dedicação a São Jorge resulta do facto deste ser o santo padroeiro dos cavaleiros que, durante a idade média, partiam para as cruzadas. Em rigor histórico, a estrutura medieval que hoje se visita resulta de uma monumental renovação, empreendida nas décadas de 30 e 40 do século XX. Ao longo dos séculos, o castelo sofreu uma profunda erosão e foi reconstruído, levantando-se grande parte dos seus muros e subindo as torres.

Castelo de São JorgeO núcleo inicial data da ocupação romana da cidade, ao redor do século II antes de Cristo. Os visigodos também o ocuparam e ampliaram, mas foram os muçulmanos que ergueram a fortificação original, para proteção da alcáçova (centro do poder político e militar da cidade). Conquistado por D. Afonso Henriques (primeiro rei de Portugal), aos mouros, em 1147, o castelo consolidou uma posição de primazia em consequência da elevação, em 1255, de Lisboa a capital do novo reino cristão. Enquanto paço real, recebeu Vasco da Gama após o seu retorno da expedição que descobriu o caminho marítimo para a Índia, em 1498. Mas o seu ocaso iniciou-se logo em 1503, quando os reis transferiram a sua residência para o paço da Ribeira (atual praça do Comércio). É monumento nacional desde 1910 e recebe, por ano, cerca de um milhão de visitantes.

Estátua Dom Afonso HenriquesO Castelo de São Jorge está dividido em duas zonas distintas: castelejo e cidadela. O castelejo é a parte interior e apresenta uma planta quadrada, muralhas ameadas com dez metros de altura e dez torres, incluindo a torre de Ulisses, onde pode observar Lisboa através de um periscópio do tipo câmara escura. A sul e leste, o castelejo é defendido por um fosso e barbacã (o muro colocado à frente das muralhas e que servia para defender o fosso). A cidadela corresponde à primeira cintura interior de muralhas. Foi a alcáçova muçulmana e mais tarde o paço real, onde residiram os reis, desde D. Dinis até D. Manuel I. A norte, encontra-se a célebre porta de Martim Moniz, o cavaleiro cristão que aqui sacrificou a própria vida, durante a conquista do castelo aos mouros. Segundo a lenda, ao interpor o corpo nesta porta, impediu o seu fecho, permitindo a entrada e consequente vitória dos seus companheiros de armas. Numa esplanada colocada a sul, está uma estátua de D. Afonso Henriques, em bronze. Pontos de interesse são também o museu com as suas coleções de objetos encontrados na área e o núcleo arqueológico, onde pode deambular por entre as ruínas do antigo bairro árabe. Mas qualquer visita ao castelo só fica completa depois de um passeio ao longo do recinto, desfrutando das vistas e da companhia dos pavões que por aqui vivem.

Informações úteis

O Castelo de São Jorge está aberto todos os dias, das 9h00 às 18h00 (inverno) e até às 21h00 (verão). Última admissão: meia hora antes do encerramento. Há visitas guiadas das 12h00 às 16h00, nas línguas portuguesa, espanhola e inglesa. A entrada é gratuita para os moradores do concelho de Lisboa (necessário apresentar o cartão do cidadão e inserir o respetivo código de validação). Para os demais visitantes, a entrada custa 7,50 euros (há descontos para estudantes, seniores, pessoas com deficiências, famílias e portadores dos cartões Lx Card). Dispõe de um café, de uma loja de recordações com produtos artesanais e de uma sala para reuniões e recepções, a Casa do Governador. Dentro do castelo, funciona ainda o restaurante Casa do Leão, gerido pelas Pousadas de Portugal. De maio a setembro, pode admirar o show “Lisboa who are you?”, espetáculo multimedia projetado numa das paredes deste monumento.