1300 Lisboa
É um jardim de índole renascentista, elaborado com medidas geométricas cujo intuito é o passeio de recreio por entre as sebes de buxos e arvoredos, cuidadosamente podadas. Está dividido em dois patamares, um central, que anda à volta de uma fonte principal e de duas secundárias, o outro, que o abraça como uma ampla varanda, com uma colecção botânica de 8 regiões geográficas e do qual se avista o rio Tejo.
Antes de ser o jardim mais antigo de Portugal ali existia uma quinta que produzia agricultura directamente para a corte. Após o terramoto de 1755, o estadista Marquês de Pombal mandou albergar a família real na Ajuda, uma das área que menos sofreu com a catástrofe. Não demorou muito a que D. José I (1714-1777) quisesse comprá-la, posteriormente criando em 1768, orientado pelo naturalista Domenico Vandelli, o real jardim botânico que serviu de casa às amostras de plantas provenientes das colónias.
É por isso o inicio da história dos jardins botânicos portugueses. Chegaram-se a catalogar 1200 espécies provenientes de África, durante o século XX o jardim andou abandonado e nos anos 90 foi reabilitado, recebendo o Prémio de Conservação do Património Europeu.
Encontram-se árvores como o Jacarandá, figueira-da-Austrália, dragoeiro, o til e a bela-sombra, carvalhos, figueiras-benjamim e lagerstroemias, entre outras. Existe ainda um canto especial para o olfacto, o Jardim dos Aromas. Vale a pena visitar.
